domingo, 20 de julho de 2014

Sobre mente e tempestade


Era como se houvesse uma tempestade em sua cabeça. As nuvens carregadas a impediam de ver suas possibilidades. Raios, trovões e ondas imensas lhe sacolejavam o peito e carregavam sua alma para longe do seu ponto de equilíbrio. Foi então que se deu conta de que aquilo tudo estava dentro dela mesma. Seu corpo estava tomando a sua razão e, com isso, roubando-lhe também as palavras das quais tanto se orgulhava de dominar. Então, dentro desse assustador cenário, lhe restava chorar. Chorar como uma criança perdida esperando o encontro por seus pais. Um choro inconsolável que expunha todas as suas fraquezas e todos os seus medos.
Quando percebeu quão sozinha e perdida estava dentro de si mesma, quando percebeu que não era possível ser salva da tempestade dentro de sua própria mente, foi possível, então, olhar para fora e ver que havia um horizonte onde a tempestade não alcançava. Havia um longo caminho até chegar e era preciso, principalmente, se acalmar. Foi aí então, que num grito de desespero, pediu ajuda. Pediu ajuda, silenciosamente, para quem não se sabe ao certo que era. Alguém dentro dela mesma ou fora, alguém que pudesse trazer a sua alma de volta e percebeu-se orando. E, no decorrer da oração, sua mente foi-se limpando e clareando as ideias. Suas palavras tomavam ordem em sua mente e talvez fosse possível entender o que elas diziam. Mas o melhor era ter o domínio e a direção novamente... Até a próxima tempestade...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O Planeta Goeldi

CAPÍTULO I
Em um lugar distante, bem além das constelações Guamaensis, bem em meio às terras Firmes, há um planeta chamado Goeldi. Nesse planeta há seres muito diferentes dos que se conhecem na terra, são chamados de goeldianos. 
Os goeldianos vivem em pequenas tribos especializadas, nas quais cada indivíduo tem uma função e habilidades que os habitantes da terra consideram extraordinárias. Mas, para eles, essas habilidades são essenciais, são trabalhadas no seu cotidiano para que se aprimorem, uma vez que são necessárias para o equilíbrio e sobrevivência do seu planeta. 
Alguns goeldianos têm uma super-visão, capazes de ver a longas distâncias ou ver coisas microscópicas, impossíveis de serem percebidas pelos olhos de terráqueos. Alguns possuem super-força ou habilidades no manuseio ou na confecção de equipamentos. Todos possuem algum tipo de habilidade, e os mais jovens são estimulados a descobrirem e desenvolverem as suas. O que todos os goeldianos compartilham é a habilidade de se relacionar bem com a natureza. 
O planeta Goeldi é governado por duas entidades que seus habitantes temem muito. O CNPCorpius, junto com a sua irmã CAPESA, fazem com que os goeldianos trabalhem dia e noite na produção de seus alimentos, uma especiaria muito difícil de ser cultivada em seu planeta chamada ArticuloqualisA.

(continua...)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Outra temporada

Quando penso que mais um ano está terminando, penso que é como mais uma temporada de uma série que se finda. Personagens passaram deixando marcas, enquanto outros apenas passaram. Personagens novos e a volta de alguns antigos... Eventos de Crossover acontecem e histórias se misturam. Filmes e novelas caminham lado a lado com suas tramas e conflitos que, ao contrário do que acontece nas telinhas, continuam sem a perspectiva dos limites de "começo, meio e fim". 

E assim o ano vira... com aquele "continua..." ao final do episódio, nos deixando na expectativa de que nos próximos tudo será resolvido, mas novas histórias sempre surgem, mais emocionantes talvez, novos personagens que acabam nos cativando e fazendo sentir menos falta daquele que saiu da trama pra fazer um filme ou uma outra série... novos anos sempre começam e a gente sempre espera que sejam melhores do que o que passou, a outra temporada... 
... as histórias nunca terminam, sempre continuam...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Escritos de uma Marmota

Tenho tido dificuldades pra escrever ultimamente, mesmo aqui no blog, onde escrevo sempre que tenho algo muito importante pra fazer. E olha que eu tenho tido muita coisa pra fazer. Mas a verdade é que escrever é como uma terapia, uma forma de desabafar com quem não vai me mandar parar de frescura e fazer o que deve ser feito, nem vai ficar me dizendo coisas que eu já sei e dando conselhos que eu não vou seguir. 
Escrever é uma forma de afrouxar a tampinha do peito, deixar vazar um pouco do que faz apertar o peito, que faz sufocar, seja de angústia, de tristeza, de alegria ou desespero. E eu gostaria muito que um dia eu tivesse vontade de afrouxar a tampinha do meu cérebro por ele estar cheio de informação, mas ele não fica cheio nunca. Portanto, caro leitor, você dificilmente vai ler algo realmente informativo aqui. 
Então que eu talvez não fosse mesmo uma boa escritora, talvez escrever seja apenas uma distração. Escrever aqui é como um treino de auto-expressão, uma busca pelo auto-controle (Esse mesmo que eu não tenho!). Não tenho controle nem pra escrever. Provavelmente comecei escrevendo sobre uma coisa e terminarei falando de outra. É como a  minha vontade constante de largar as coisas pela metade e mudar para outro objetivo que provavelmente será terminado a força também. O bom mesmo é começar. Eu anseio por coisas novas, por conquistas... :)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Transitoriedade...

Enquanto o tempo passa, conhecemos tanta gente... nos distanciamos, reencontramos e até esquecemos pessoas. Algumas são como estrelas cadentes que vemos um dia, causa algum encanto, mas depois nem sabemos direito onde e quando foi que a vimos. Mas algumas pessoas são como o sol que todos os dias estão ali, deixando-os mais alegres... Ainda que o sol se ponha, sabemos que ele vai estar lá no dia seguinte. Muitas vezes eu queria manter numa redoma todas as pessoas que gosto para protegê-las das dificuldades, para que não precisem ir embora, pra que eu pudesse ver todos os dias... Eu queria poder decidir deixar certas pessoas sempre perto, sempre ao lado, eternizando cada momento... É injusto conhecermos pessoas, conviver com elas, aprender a amá-las e depois ter que se despedir. Mesmo que seja por um tempo, mesmo que a distância física seja pouca ou tenha sido uma decisão da outra parte, mas era pra estar aqui, bem ao lado... Essas separações fazem perder um pedacinho da gente, ou mesmo um pedaço significativo que pode nunca ser restaurado... sem falar na dúvida do iminente esquecimento. Sejam nas aulas, nos almoços, no trabalho, em qualquer lugar... Essa transitoriedade da vida deixa uma sensação de que o coração é como um sapato a caminhar, sempre deixando uma parte de si pelo caminho, se desgastando no chão... 

O único problema que eu tenho em conhecer pessoas esse medo de perdê-las...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ABC...

Quando eu ensinar o ABC pra alguém não vai ser 'A' de Amor e blá blá blá... vai ser assim:
Echinodermata
'A' de Annelida
'B' Bilatéria
'C' de Celomados

'D'euterostômios
'E'chinodermata
'F'oraminifera

'G' Gastropoda
'H'emichordata
'I' de Invertebrados

'J' Joaninha
'L' Lepidoptera
'M' Mollusca

'N' Nematoda
'O' de Onychophora
'P' Protostômios

Xiphosura
'Q' Quelicerados
'R' Rotifera
'S' Sipuncula

'T' de Tunicados
'U' de Urocordados
'V' Vertebrados

'X' o que que é?
Xiphosura!
'Z' é Zoologia-a-aa!!!

Que tal?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre relações e biscoitos

Hoje sonhei com Monteiro Lopes, um dos poucos doces que gosto. Decidi então por fazer o tal biscoito, visto que uma súbita vontade tomou conta do meu ser. E então percebo que preparar biscoito é quase assumir uma relação com ele, e mais, é bom você se preparar por que ele vai querer um compromisso. Primeiro é preciso estar disposta a trabalhar na relação, prepare-se, conheça o seu parceiro e quais os ingredientes que o compõem. Ele é composto parte por algo que derrete e parte por algo que dá consistência. É preciso equilibrar esses dois componentes para ter uma massa firme, mas tome cuidado pra não deixá-la dura, depois fica difícil de engolir. Depois da massa pronta, é preciso modelar a seu gosto, você trabalha em pequenas partes. Tem que aprender a dividir, mas seguindo aquele formato padrão que a maioria usa para não descaracterizar. É claro que você é quem decide o tamanho, a espessura, essas coisas, mas você acaba seguindo um padrão... Unta a forma, leva ao forno, prepara a calda de chocolate... Você dispõe do seu tempo e se dedica, até assume o tal compromisso de fazer acontecer. Então eu percebi que, depois de todo o ritual, eu não sei qual é o ponto. Como eu vou saber se não vou tirar do forno uma relação crua ou assada demais? E ainda correr o risco de tirar do forno um troço intragável, ter que sacrificar tudo e começar de novo porque vc quer Monteiro Lopes!!

Meu Monteiro Lopes ficou ótimo! :)