quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre relações e biscoitos

Hoje sonhei com Monteiro Lopes, um dos poucos doces que gosto. Decidi então por fazer o tal biscoito, visto que uma súbita vontade tomou conta do meu ser. E então percebo que preparar biscoito é quase assumir uma relação com ele, e mais, é bom você se preparar por que ele vai querer um compromisso. Primeiro é preciso estar disposta a trabalhar na relação, prepare-se, conheça o seu parceiro e quais os ingredientes que o compõem. Ele é composto parte por algo que derrete e parte por algo que dá consistência. É preciso equilibrar esses dois componentes para ter uma massa firme, mas tome cuidado pra não deixá-la dura, depois fica difícil de engolir. Depois da massa pronta, é preciso modelar a seu gosto, você trabalha em pequenas partes. Tem que aprender a dividir, mas seguindo aquele formato padrão que a maioria usa para não descaracterizar. É claro que você é quem decide o tamanho, a espessura, essas coisas, mas você acaba seguindo um padrão... Unta a forma, leva ao forno, prepara a calda de chocolate... Você dispõe do seu tempo e se dedica, até assume o tal compromisso de fazer acontecer. Então eu percebi que, depois de todo o ritual, eu não sei qual é o ponto. Como eu vou saber se não vou tirar do forno uma relação crua ou assada demais? E ainda correr o risco de tirar do forno um troço intragável, ter que sacrificar tudo e começar de novo porque vc quer Monteiro Lopes!!

Meu Monteiro Lopes ficou ótimo! :)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sobre café e paixão

Hoje tomei duas xícaras de café. Logo logo percebi que, em mim, existe grande semelhança entre tomar café e se apaixonar. No começo há uma gostosa sensação e prazer, a qual, dentro de um limite, trás benefícios. Depois de certa medida, há uma leve euforia que aumenta com o passar dos minutos. Posteriormente, o coração acelera, a atenção diminui, há perda de sono e uma inquietude começa a agoniar o peito. A substância se esvai e vem a abstinência... Vem um cansaço no corpo e na mente. Então... preciso de mais café...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um belo dia...

Não sei falar de amor... mas hoje acordei de bem com ele; tive a impressão de que me reconciliei com o meu coração, resolvi tirar ele da gaveta e coloca-lo aqui ao lado, caminhando junto comigo, caindo e levantando, não importando muito o que vem, contanto que venha. Percebi, não no amor por alguém, mas na capacidade de amar alguém, que o dia pode ser mais bonito, que um sentimento iminente deixa, desde já, as cores mais vivas e que não é alguém que traz as cores, elas estão em todos os lugares.

Por vários dias (mais de ano na verdade) me perguntei quando esse dia ia chegar, quando eu respiraria com alívio novamente, sem aquele nó e ao mesmo tempo aquele vazio no peito... quando eu perceberia as cores novamente... hoje o dia estava colorido e eu estava feliz, percebi sem querer que estava simplesmente vivendo... e foi um dia realmente bom sem que nada espetacular tivesse acontecido...

 Nada como um simples acordo com o tempo...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Só mais um capítulo...

Encontrei uma musica que lembrava há tempos, mas não sabia de quem era e nem o nome da música. Lembrava apenas de pequenos trechos da mesma. Um dos trechos diz assim: "O passado é uma roupa que não nos serve mais". É engraçado como encontro umas músicas que dizem exatamente o que é preciso ouvir em determinado momento. Creio que essa é mesmo a função dos poetas.

Quanto ao momento é só mais um capítulo... são muito capítulos de uma série que parece não ter fim. Eu lhes contaria a história toda agora se tivesse tempo, mas agora seria muito pouco tempo, precisaria, na verdade, de um dia inteiro, e mesmo assim me escaparia da memória muitos detalhes que pudessem fazer a diferença em um romance que chega a ser quase épico pelas linhas sinuosas que segue e caminhos tão longe de serem retilíneos que mais parecem rios que se dividem e se juntam quando menos se espera.

Romances são romances pelas dificuldades que enfrentam, pela idealização da história e pelos finais felizes. Mas, longe disso, a maioria das histórias que conhecemos começam e acabam da mesma forma, do nada; ou ainda, todas as dificuldades fazem seguir esse caminho... o fim. É tão difícil aceitar que o que era tão bonito chega em um ponto em que não é possível seguir o mesmo curso. É necessário se separar para cumprir novos objetivos... banhar novas paisagens.

E não diferente disso é parte da minha história... Algum dia nos encontramos, nos conhecemos e, mais tarde, houve um momento em que, não sei bem porque, tivemos que seguir caminhos diferentes. Não houve um fim categórico onde uma briga ou uma conversa determinou o momento exato em que acabou... Simplesmente o fio nos escapou das mãos enquanto andávamos e não percebemos. Assim cada um seguiu seu curso...

Um dia desses, depois de algum tempo e depois de muita vida já vivida, eis que surge a oportunidade de um reencontro, como dois rios próximos transbordando por causa da chuva. Mas muita coisa já se viveu por ambas as partes, cada um viveu a sua própria história, acumulou capítulos e, hoje é uma pessoa diferente daquela que o outro conheceu há tempos, com vontades diferentes. E então? Então que ainda olho pra ele com o mesmo carinho, é difícil ver e não lembrar dos momentos bons e daquela relação que era exatamente o que eu queria naquele momento, é difícil não querer também. Mas eu sei que o agora não é aquele momento e a relação que antes funcionava, hoje não nos cabe... Então não seriamos felizes como antes e perceberíamos porque acabou... Porque o passado é uma roupa que não nos serve mais...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

10 coisas para fazer quando tem alguma outra coisa muito importante e urgente pra fazer

Sabe aqueles momentos em que existe algo muito importante pra fazer, mas não dá? Tudo é mais interessante ou qualquer coisa acontece. Ou simplesmente falta concentração.
Ai vai umas dicas sobre o que fazer nessas horas:

1- Atualize as suas séries. Esse é o momento ideal de por em dia os episódios da sua série favorita. No tempo que você passa olhando pra folha em branco dos seus trabalhos da faculdade com certeza dá pra ver uns 6 episódios pelo menos.
2- Baixe musicas. Sabe aquelas músicas que você pensa em baixar, mas sempre esquece? Esse é o momento ideal. E nessas horas a internet funciona bem.
3- Entre no MSN ou nas suas redes sócias. As pessoas com quem você mais gosta de conversar vão estar online. Se tiver alguém com quem você não conversa muito, não se preocupe, o assunto vai surgir.
4- Jogue FreeCell. Fica divertidíssimo nessas horas. Paciência também funciona.
5- Aprenda a tocar um instrumento ou pinte um quadro. Suas habilidades artísticas ficam mais apuradas se esse não for o seu trabalho.
6- Saia de casa. Seus amigos vão estar disponíveis e vão te convidar pra alguma coisa muito legal.
7- Limpe e arrume o seu quarto. Se esse não for o que tiver que fazer de mais urgente, a vontade vai surgir nesse momento. Aproveite.
8- Escreva no seu blog. As ideias surgem nessas horas.
9- Ligue a TV. Com certeza absoluta vai estar passado alguma coisa interessante.
10- Durma. De todas as possibilidades, esta é a mais provável.

É isso aí, acho que há mais coisas entre o início e o fim do que entre o antes e o depois. Espero que ajude a arrumar o que fazer quando se tem o que fazer.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre o meu desinteresse

Não, o Notas não virou um blog de auto-ajuda. É influência das 6 temporadas de Grey's Anatomy que eu assisti quase que de uma só vez (ela é muito grey mesmo). O blog está abandonado um pouquinho mas não está jogado às baratas. Me falta inspiração pra escrever. É um daqueles hiatos criativos que assola a mente quando algo tem quer ser feito. Tipo a minha redação sobre entropia que não sai, ou como a minha dissertação das formiguinhas que demorou tanto tempo, mas tanto tempo que já era quase uma tese. Mas eu digo que sai! um hora sai!

Bom, esse post foi só pra sanar a inquietude da minha mente. É a necessidade de distrair a mente com algo pra que ela consiga prestar atenção no que deveria neste momento. Apesar de não ter funcionado o fim de semana inteiro. Li o livro todinho do Castelo em Movimento do Howl e a inspiração para a entropia não veio. Mas o Howl é realmente uma coisa fofa e estranha.

Eu queria que a obsessão que tenho pra terminar as coisas, existisse também para coisas mais úteis =/ dê-me algo realmente interessante que avalio em dois tempos. Ta aí! esse seria um bom trabalho! eu poderia avaliar o quão interessante algo é. Quem ou o que me consegue me deixar concentrada por mais de 3 minutos?? essa é a pergunta. Se bem que transformar isso em trabalho o tornaria desinteressante.

Ah, sei lá! vou tentar escrever sobre entropia. Quando eu conseguir, dependendo do conceito que eu tirar, eu coloco aqui. Assim, quem sabe eu escreva algo útil na internet.


sexta-feira, 11 de março de 2011

That's life


Todos os anos começam e terminam histórias na TV. São meses de amor, ódio, brigas, acertos, viagens... Um sem fim de histórias sem fim... Cada personagem com a busca de um espelho real e cada pessoa do outro lado se espelhando em um personagem fictício.

Pessoas assistem a uma novela buscando nas personagens a sua própria identidade...

Não é novidade que gostaríamos de saber qual é a nossa função nesse mundo, de onde viemos, para onde vamos... Os autores conseguem exprimir esses anseios em capítulos, em cenas, como se a vida pudesse ser resumida em um começo, um meio e um fim... Cada personagem está ali, com uma finalidade... e o fim, esperado, seria um fim feliz para aqueles que foram bons personagens e ruim para aqueles que foram 'vilões'. Anseios do cotidiano e uma esperança no fundo...
E o mais impressionante é a certeza das respostas que gostaríamos de ter, simplificando e fazendo parecer óbvio questões que há milênios fervilham em nossas mentes, formando ou mudando conceitos e opiniões... Se tornando um Deus visível.

Também pode ser a busca da vida ideal que querem para si. Uma forma de fugir do que mais lhe atormenta, a realidade. Vivem em devaneios conjunto em cada cenário, cada texto, cada personagem... Nas novelas e nos filmes as situações são intensas... e toca música quando as pessoas se apaixonam...

Quem nunca ficou com raiva de uma personagem, mesmo sabendo que aquilo é fictício? É o reflexo da realidade. Talvez da sua própria realidade indesejada. Quem sabe quem é o mocinho ou bandidos da vida real? Quem sabe?

Quem nunca se imaginou dizendo exatamente aquele texto? aquelas palavras que um ator disse para quem quer que seja, mas uma situação tão ilusória que arrancaria uma lágrima ao menor sinal de se tornar real.
Uma pitada de coragem talvez separe a previsível ilusão dos desconhecidos fatos sucessíveis e susceptíveis as atitudes da realidade.

Quem dera a vida fosse uma novela com textos decorados, seria tudo bem mais fácil: eu saberia exatamente o que dizer na hora certa. Talvez, se eu fizesse algum sucesso.

Nenhuma expectativa frustrada. A não ser a expectativa da própria vida.