O estranho é ter sabido a cada passo onde queria estar, e ao estar exatamente onde previa, não saber mais se era o que queria ou simplesmente não mais querer o queria antes de chegar. Assim, sem saber como prosseguir e em que direção dar o próximo passo, resta parar, respirar e olhar em volta. Tentar encontrar um novo objetivo, querer novas coisas até perceber que não mais era o que deveria ser.
Não ser exatamente o que se quer ser talvez seja um jeito meio errado de encontrar o certo porque ninguém está tão certo a ponto de achar que não está no caminho errado por algum momento, e ninguém está tão errado que não possa nunca parar e pensar que possa estar errado e tentar fazer o certo, ou quem sabe perceber que talvez possa ter algo de certo no seu erro.
Estranho, né? Deixa estar...
Como disse Fernando Sabino:
"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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