quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Só mais um capítulo...


Encontrei uma musica que lembrava há tempos, mas não sabia de quem era e nem o nome da música. Lembrava apenas de pequenos trechos da mesma. Um dos trechos diz assim: "O passado é uma roupa que não nos serve mais". É engraçado como encontro umas músicas que dizem exatamente o que é preciso ouvir em determinado momento. Creio que essa é mesmo a função dos poetas.

Quanto ao momento, é só mais um capítulo... são muito capítulos de uma série que parece não ter fim. Eu lhes contaria a história toda agora, se tivesse tempo, mas agora seria muito pouco tempo. Precisaria, na verdade, de um dia inteiro, e, mesmo assim, me escaparia da memória muitos detalhes que pudessem fazer a diferença em um romance que chega a ser quase épico pelas linhas sinuosas que segue e pelos caminhos tão longe de serem retilíneos que mais parecem rios que se dividem e se juntam quando menos se espera.

Romances são romances pelas dificuldades que enfrentam, pela idealização da história e pelos finais felizes. Mas, longe disso, a maioria das histórias que conhecemos começam e acabam da mesma forma, do nada; ou ainda, todas as dificuldades fazem seguir esse caminho... o fim. É tão difícil aceitar que o que era tão bonito chega em um ponto em que não é possível seguir o mesmo curso. É necessário se separar para cumprir novos objetivos... banhar novas paisagens.

E não diferente disso é parte da minha história... Algum dia nos encontramos, nos conhecemos e, mais tarde, houve um momento em que, não sei bem porque, tivemos que seguir caminhos diferentes. Não houve um fim categórico onde uma briga ou uma conversa determinou o momento exato em que acabou... Simplesmente o fio nos escapou das mãos enquanto andávamos e não percebemos. Assim cada um seguiu seu curso...

Um dia desses, depois de algum tempo e depois de muita vida já vivida, eis que surge a oportunidade de um reencontro, como dois rios próximos transbordando por causa da chuva. Mas muita coisa já se viveu por ambas as partes, cada um viveu a sua própria história, acumulou capítulos e, hoje é uma pessoa diferente daquela que o outro conheceu há tempos, com vontades diferentes. E então? Então que ainda olho pra ele com o mesmo carinho, é difícil ver e não lembrar dos momentos bons e daquela relação que era exatamente o que eu queria naquele momento, é difícil não querer também. Mas eu sei que o agora não é aquele momento e a relação que antes funcionava, hoje não nos cabe... Então não seriamos felizes como antes e perceberíamos porque acabou... Porque o passado é uma roupa que não nos serve mais...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

10 coisas para fazer quando tem alguma outra coisa muito importante e urgente pra fazer

Sabe aqueles momentos em que existe algo muito importante pra fazer, mas não dá? Tudo é mais interessante ou qualquer coisa acontece. Ou simplesmente falta concentração.
Ai vai umas dicas sobre o que fazer nessas horas:

1- Atualize as suas séries. Esse é o momento ideal de por em dia os episódios da sua série favorita. No tempo que você passa olhando pra folha em branco dos seus trabalhos da faculdade com certeza dá pra ver uns 6 episódios pelo menos.
2- Baixe musicas. Sabe aquelas músicas que você pensa em baixar, mas sempre esquece? Esse é o momento ideal. E nessas horas a internet funciona bem.
3- Entre no MSN ou nas suas redes sócias. As pessoas com quem você mais gosta de conversar vão estar online. Se tiver alguém com quem você não conversa muito, não se preocupe, o assunto vai surgir.
4- Jogue FreeCell. Fica divertidíssimo nessas horas. Paciência também funciona.
5- Aprenda a tocar um instrumento ou pinte um quadro. Suas habilidades artísticas ficam mais apuradas se esse não for o seu trabalho.
6- Saia de casa. Seus amigos vão estar disponíveis e vão te convidar pra alguma coisa muito legal.
7- Limpe e arrume o seu quarto. Se esse não for o que tiver que fazer de mais urgente, a vontade vai surgir nesse momento. Aproveite.
8- Escreva no seu blog. As ideias surgem nessas horas.
9- Ligue a TV. Com certeza absoluta vai estar passado alguma coisa interessante.
10- Durma. De todas as possibilidades, esta é a mais provável.

É isso aí, acho que há mais coisas entre o início e o fim do que entre o antes e o depois. Espero que ajude a arrumar o que fazer quando se tem o que fazer.

sexta-feira, 11 de março de 2011

That's life


Todos os anos começam e terminam histórias na TV. São meses de amor, ódio, brigas, acertos, viagens... Um sem fim de histórias sem fim... Cada personagem com a busca de um espelho real e cada pessoa do outro lado se espelhando em um personagem fictício.

Pessoas assistem a uma novela buscando nas personagens a sua própria identidade...

Não é novidade que gostaríamos de saber qual é a nossa função nesse mundo, de onde viemos, para onde vamos... Os autores conseguem exprimir esses anseios em capítulos, em cenas, como se a vida pudesse ser resumida em um começo, um meio e um fim... Cada personagem está ali, com uma finalidade... e o fim, esperado, seria um fim feliz para aqueles que foram bons personagens e ruim para aqueles que foram 'vilões'. Anseios do cotidiano e uma esperança no fundo...
E o mais impressionante é a certeza das respostas que gostaríamos de ter, simplificando e fazendo parecer óbvio questões que há milênios fervilham em nossas mentes, formando ou mudando conceitos e opiniões... Se tornando um Deus visível.

Também pode ser a busca da vida ideal que querem para si. Uma forma de fugir do que mais lhe atormenta, a realidade. Vivem em devaneios conjunto em cada cenário, cada texto, cada personagem... Nas novelas e nos filmes as situações são intensas... e toca música quando as pessoas se apaixonam...

Quem nunca ficou com raiva de uma personagem, mesmo sabendo que aquilo é fictício? É o reflexo da realidade. Talvez da sua própria realidade indesejada. Quem sabe quem é o mocinho ou bandidos da vida real? Quem sabe?

Quem nunca se imaginou dizendo exatamente aquele texto? aquelas palavras que um ator disse para quem quer que seja, mas uma situação tão ilusória que arrancaria uma lágrima ao menor sinal de se tornar real.
Uma pitada de coragem talvez separe a previsível ilusão dos desconhecidos fatos sucessíveis e susceptíveis as atitudes da realidade.

Quem dera a vida fosse uma novela com textos decorados, seria tudo bem mais fácil: eu saberia exatamente o que dizer na hora certa. Talvez, se eu fizesse algum sucesso.

Nenhuma expectativa frustrada. A não ser a expectativa da própria vida.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Like a Sunshine day

Alguns dias começam lentos, como dias de chuva fina e ventos frios. Não é fácil saber quem, na verdade, está mais lento, o dia ou quem vos fala, mas não tem chovido pelas manhãs, então qualquer dúvida é mera tentativa de livrar a consciência. Com dias assim, é mais difícil acreditar na história de que o dia está só começando e que tudo pode acontecer, principalmente quando há vários dias nada acontece.

Uma palestra ministrada por um pesquisador bambambã de uma área que eu estou tentando entender e me inteirar, tinha ao mesmo tempo tudo e nada. A intensidade da caça tem diferentes efeitos dependendo do porte dos animais caçados e do tamanho da área ocupada pela comunidade local. A extinção local de determinadas espécies da fauna acarreta na perda de serviços ambientais, posteriormente a perda de componentes da flora... blá blá blá... E eu consigo, mesmo nos momentos de maior fluxo de conhecimento e interatividade conjunta, manter a mente abstraída. Esse seria só mais um dia. São esses dias em que nada acontece e a gente está feliz exatamente por isso, pela constância, uma vez que qualquer mudança tem 50% de chance de ser boa ou ruim e, com a minha sorte, é melhor não querer arriscar.

Mas todo dia é promissor e coisas acontecem, quer queira ou não... E então? Então que o inesperado pode tornar o dia iluminado. A surpresa trás uma expectativa de que tudo pode mudar pra melhor. E a hora da verdade chega, então, inesperada, súbita, como um ladrão que nos rouba a segurança dos nossos dias constantes e sem mudanças.

É, parece que as decisões que adiamos todos os dias, fugindo da responsabilidade e da consequência, um dia bate a nossa porta como um carteiro trazendo a correspondência, a conta atrasa, mas chega. E o aconchego da abstenção de decisões pode dar espaço a um dia claro e iluminado como um típico dia de sol, mas que só se pode ver, se abrirmos a janela das decisões e soprarmos as nuvens de medos pra longe.

Essa história de que tudo pode acontecer passar a ser mais real quando abrimos a janela.